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Abr 09

 

CIDADE SUBJECTIVA

 

E depois existe uma cidade subjectiva

(sem casas)

e observa-se no ar

um copo de whiskey gigante, ouvem-se vizinhos furtivos

sobre a sede rígida,

e emagrecem as palavras que riscam a parede, descreve-se

a memória cautelosamente

e sazonam-se as vozes que vão escurecendo

num buraco de energia.

E faz-se silêncio e não há luz na mão.

[E o futebol não pára

(um jogador vê o segundo amarelo e volta

para o geral subjectivo)]

E por fim,

uma última corrida à tona de um semi-sono vivo,

a solidão de um golo.

Nasce então o esquecimento de uma alegria

(violoncesca)

de noite, luzes e transpiração.

 

Tiago Nené

in Polishop

(pré-publicação)

 

 

 

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postado pelo Casa dos Poetas às 23:34
Poesia e Alguns dos Poetas da Casa: , ,

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Eu gosto deste Nené :)

cheers
Inês leitão a 21 de Abril de 2009 às 18:50

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