13
Mai 09

ODE AO VINIL

 

Uma agulha suja

por muitos acordes

suicidas enche-me

de catástrofes

entre o sentido

e a dissimulação

do seu destino

 

Lá fora dançam impessoais

as personagens-fantasma

da poética mutilação

do eterno retorno

que lá dentro dança

fora de si

 

Espero-me em silêncio

tal anjo perdido

poeticamente distorcido

pela palavra

 

Espero-te ao espelho quebrado

sem nada para te dar

entre gemidos agudos e graves

na camisa de sete forças

da palavra

 

A. Dasilva O

 

 

 

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postado pelo Casa dos Poetas às 10:27
Poesia e Alguns dos Poetas da Casa:

2 recitais:
muito legal
anderson a 26 de Maio de 2009 às 13:44

O poema dasilva e um poema muito legal bom pra ser apreciada por toda a sociedade em geral que ama os poisia.
Leonel davici a 21 de Agosto de 2012 às 15:39

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