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Abr 09

ESTRADA NACIONAL

 

Lixo na berma da estrada

são as flores venenosas

da civilização

 

Um dia voltarás

 

Os painéis publicitários

terão caído de podres

as placas estarão cobertas

de hera

as raízes das árvores estilhaçam

o asfalto

o ruído dos motores

substituído pelo silêncio

 

É esta a revolução

a que não poderás faltar

 

 

PARAÍSO PERDIDO

 

Quando estás no deserto

vê as estrelas que estão

poisadas na linha do horizonte

 

Não precisas de levantar a cabeça

para olhá-las de frente

 

 

Manuel Silva-Terra

in O que sobra

Casa do Sul

 

 

 

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postado pelo Casa dos Poetas às 02:29
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