13
Mar 09

Motivo

 

Eu escrevo

Porque minha alma é grande

E não cabe só no que vejo.

Eu escrevo

Porque não me cabe

a palavra escondida.

Eu escrevo

Para não me entupir

de bocejos.

Eu escrevo

Por que tenho dedos

na mão direita...

e também no coração.

 

Swany Cristini Castilho

 

 

 

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postado pelo Casa dos Poetas às 18:22
Canção:: Tunng - Bullets
Poesia e Alguns dos Poetas da Casa:

4 recitais:
Elogío do Dilaceramento

Esta idade não é
não pode ser o tempo da felicidade.
Apesar de ferido de morte, o animal
recusa-se a perecer.
Exacerbam-se o desejo e a posse. Vivo
entre formas tenebrosas e densas
alérgicas à luz. Permanentemente insatisfeito
perco-me nas coisas – just enough
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Elogío do Dilaceramento <BR><BR>Esta idade não é <BR>não pode ser o tempo da felicidade. <BR>Apesar de ferido de morte, o animal <BR>recusa-se a perecer. <BR>Exacerbam-se o desejo e a posse. Vivo <BR>entre formas tenebrosas e densas <BR>alérgicas à luz. Permanentemente insatisfeito <BR>perco-me nas coisas – just enough <BR class=incorrect name="incorrect" <a>is</A> never enough . <BR>Á lentidão e meio-termo da penumbra <BR>prefiro o sol do meio-dia <BR>as promessas das trevas e <BR>o ritmo endiabrado do efémero. <BR>Os amigos são raros <BR>as esquinas sucedem-se <BR>e tudo isto ao mesmo tempo <BR>atemoriza-me e atrai-me... <BR><BR>De sul norte este e oeste <BR>divergem os caminhos que me afastam <BR>do meu secreto centro. <BR>Esses caminhos são fantasmas do passado. <BR>Labirintos. Ajustes de contas sempre adiados. <BR>O que fui e não consigo deixar de ser; <BR>noites brancas e <BR>dias negros, cada infímo instante do mundo... <BR>tento esquecer. <BR>Tento esquecer e aproximar-me do centro <BR>mas a memória trai-me: <BR>- continuo a ignorar <BR>quem ou o que <BR>se reflecte <BR>no espelho... <BR>
José Almeida a 15 de Março de 2009 às 17:58

Elogio do Dilaceramento

Esta idade não é
Não pode ser o tempo da felicidade.
Apesar de ferido de morte, o animal
recusa-se a perecer.
Exacerbam-se o desejo e a posse. Vivo
entre formas tenebrosas e densas
alérgicas à luz. Permanentemente insatisfeito
perco-me nas coisas – just enough
is never enough.
À lentidão e meio-termo da penumbra
prefiro o sol do meio-dia
as promessas das trevas e
o ritmo endiabrado do efémero.
Os amigos são raros
as esquinas sucedem-se
e tudo isto ao mesmo tempo
atemoriza-me e atrai-me...

De sul norte este e oeste
divergem os caminhos que me afastam
do meu secreto centro.
Esses caminhos são fantasmas do passado.
Labirintos. Ajustes de contas sempre adiados.
O que fui e não consigo deixar de ser;
noites brancas e
dias negros, cada infímo instante do mundo...
tento esquecer.
Tento esquecer e aproximar-me do centro
mas a memória trai-me:
- continuo a ignorar
quem ou o que se reflecte
no espelho...
José Almeida a 15 de Março de 2009 às 18:03

Elogio do Dilaceramento

Esta idade não é
Não pode ser o tempo da felicidade.
Apesar de ferido de morte, o animal
recusa-se a perecer.
Exacerbam-se o desejo e a posse. Vivo
entre formas tenebrosas e densas
alérgicas à luz. Permanentemente insatisfeito
perco-me nas coisas – just enough
is never enough.
À lentidão e meio-termo da penumbra
prefiro o sol do meio-dia
as promessas das trevas e
o ritmo endiabrado do efémero.
Os amigos são raros
as esquinas sucedem-se
e tudo isto ao mesmo tempo
atemoriza-me e atrai-me...

De sul norte este e oeste
divergem os caminhos que me afastam
do meu secreto centro.
Esses caminhos são fantasmas do passado.
Labirintos. Ajustes de contas sempre adiados.
O que fui e não consigo deixar de ser;
noites brancas e
dias negros, cada infímo instante do mundo...
tento esquecer.
Tento esquecer e aproximar-me do centro
mas a memória trai-me:
- continuo a ignorar
quem ou o que se reflecte
no espelho...

José Almeida a 15 de Março de 2009 às 18:06

Lamento a repetição mas sou novo nestas andanças...! Uma vez chegará e sobrará, para a próxima...

Calorosos cumprimentos
José Almeida
José Almeida a 15 de Março de 2009 às 18:10

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