24
Jan 09

O TOM

 

Está assente que a tonalidade será sinistra

Ou então tratar-se-á directamente de outra coisa

No registo lírico, elegíaco, o horror atingirá o

cúmulo metricamente (morte métrica). ou então

pela disjunção e pela suspensão.

Pelo menos se se escuta, ou se lê, até esse ponto

É conveniente atermo-nos aos géneros previstos:

evocação, imprecação, futuro perfeito: rituais.

Há assim gerações de sentimentos disponíveis de

que não sei servir-me

Estou perante as palavras descontente

Durante muito tempo nem pude acercar-me delas

Agora, ouço-as e escarro-as.

 

 

ROUBAUD, Jacques, "O tom", in Sud-Express: poesia francesa de hoje, tradução de Urbano Tavares Rodrigues,  Relógio D'Água

 

 

 

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postado pelo Casa dos Poetas às 23:17
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