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Dez 08

Giacometti, corpo fragilizado, ténue

Esvai-se a tua escultura.

A ti, o mais efémero.

 

Discreta morte, esta, dos mundos indizíveis.

Lamento: a dor é originária do parto.

 

Talvez seja este o limite. O nosso.

Aquele que pressente a fugacidade da permanência.

 

Anjos caídos?

Brônzeas figuras.

A criança não conhece o homem

Neste universo sem chave.

 

Ana Marques Gastão

do livro Tempo de Morrer Tempo para Viver

Universitária Lisboa

Lisboa 1998

 

 

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postado pelo Casa dos Poetas às 12:48
Canção:: Rui Reininho - Lados B
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