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Nov 08

QUARTO ESCURO

 

Estou demasiado perto

das coisas que não existem.

Devoro os meus animais

e dou ar ao mundo,

com um dos seus cantores fascinados.

Sobre o que dissemos ontem, os dentes mais felizes.

E misteriosamente os braços são lindos.

Imaginam o que comiam se eu fosse

uma criança perfeita,

e têm pêlos repetidamente fáceis de pensar.

Mas os outros já não existem na morte.

Tento acender outras imagens devoradas pelo tempo.

E sei que é por tua causa

que esta noite existe e se repete

a vida inteira.

 

Joaquim Cardoso Dias

in antologia Tantas Mãos, A Mesma Primavera

 

 

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postado pelo Casa dos Poetas às 13:40
Canção:: Here I am - Seal
Poesia e Alguns dos Poetas da Casa: ,

recital:
é isto a nova poesia portuguesa?? que raio! Tentei tirar "leite" deste ubre e nada saiu!! Nem em pó!
leal maria a 18 de Julho de 2009 às 04:09

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