02
Nov 08

Como se eu fosse um livro

 

Sinto a falta dos dias
Em que me lias nas entrelinhas
Como se eu fosse um livro
Em tinta-da-china desenhado.
Para ti eu era mais que um livro de bolso
Eu era o teu bem-querer precioso.

Relias cada uma das minhas palavras
Que apelidavas por mágicas
Devido à existência de quebra nas emoções contidas.
Sentia-me sempre segura nas tuas mãos
Mesmo quando as sentia trémulas.

Com o passar do tempo
Minha história desgastava teu espanto
E passaste a ler folhas mais brancas
Com sabor a livro novo.
E eu passei a ser um mero texto decorado
Impresso em folhas velhas e amarelas.

 

 

Carla Costeira

(do livro Mergulho no mar da poesia - edium editores)

postado pelo Casa dos Poetas às 22:57
Canção:: Dire Straits - Calling Elvis
Poesia e Alguns dos Poetas da Casa: ,

2 recitais:
gosto das folhas velhas que amarelecem comigo. :)
van a 4 de Novembro de 2008 às 10:36

Chego aqui indicado por Ricardo Pulido Valente, saio em deslumbre, momentos estasiantes, o parabéns deste fã, grande abraço.
Everton a 5 de Novembro de 2008 às 12:51

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