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Out 08

O tamanho impensável das flores

 

O tamanho impensável das flores

Prende-me ao chão

 

E não serve de nada encontrar um lugar

Onde possa ser outra coisa qualquer.

 

 

Existimos de forma concisa

 

Num gomo de laranja, no feixe

De luz oblíquo ao parapeito da janela,

Nas superfícies das paredes que sobem

Até ao tecto da casa, no vidro outrora

E na gota de chuva e quando cessa a chuva

No troar das andorinhas, existimos de forma

Concisa

 

Não tendo o mundo outra forma de existir.

 


poemas retirados de Poema Poema, antologia de poesia portuguesa actual (Aullido Revista 15 - punta umbría - huelva - 2006)

 

 

Sandra Costa nasceu em S. Mamede de Coronado, concelho da Trofa, em 1971. Licenciada em História, é professora do ensino básico e secundário. O seu primeiro livro, publicado em 2002, foi Sob a luz do mar, Campo das Letras. Seguiram-se Nada se sabe das profundezas, In-libris, 2003 e Nenhuma Flor. Oito imagens e o dizer dos lábios, Belgais e In-libris, 2004. Está representada em algumas antologias. (in Insónia)

postado pelo Casa dos Poetas às 12:45
Canção:: Paolo Nutini - Rewind
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