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Out 08

 

As intermitências da morte, romance de José Saramago, está a ser um sucesso lá fora. Prova disso é a crítica no prestigiado jornal The New Yorker. Em jeito de homenagem, deixamos um poema de José Saramago, faceta menos conhecida do Nobel português.

 

 

Intimidade

 

No coração da mina mais secreta,

No interior do fruto mais distante,

Na vibração da nota mais discreta,

No búzio mais convolto e ressoante,

 

Na camada mais densa da pintura,

Na veia que no corpo mais nos sonde,

Na palavra que diga mais brandura,

Na raiz que mais desce, mais esconde,

 

No silêncio mais fundo desta pausa,

Em que a vida se fez perenidade,

Procuro a tua mão, decifro a causa

De querer e não crer, final, intimidade.

 

José Saramago

postado pelo Casa dos Poetas às 13:00
Canção:: Travis - something anything
Poesia e Alguns dos Poetas da Casa: , ,

2 recitais:
Não sou poeta......mas gosto de escrever.
Ainda hoje ao ver José Saramago emocionado perante o filme de Fernando Meireles, baseado na sua obra, não pude deixar de pensar que homem abençoado ele é. um enorme talento reconhecido nos quatro cantos da terra, e o facto de ter vivido para receber um prémio Nobel, e ver uma obra sua na grande meca do cinema mundial. é obra!
meldevespas a 27 de Outubro de 2008 às 15:00

Eduardo,

Vim agradecer a sua visita e sua gentileza, e me deparo com um blog que vale a pena ler.
Parabéns! E obrigada.

Um abraço,

Silvia
Silvia Chueire a 28 de Outubro de 2008 às 04:54

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