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Out 08

II

 

Lembrar-te-ás de mim Tatania

Quando o teu mapa deste país estiver dobrado,

Quando deixares de ver a torre baixa e as colinas,

A ponte gibosa, o riacho pelo vimial?

 

Paramos ao portão dos beijos,

O pequeno bosque desaparece na noite;

O vento viaja p’ra longe de Tatania

E tu tens de seguir.

Quando “Setembro” e “lembro” rimam

Rimá-las-ei para uma tradução de café?

 

As colinas aguardam como sempre o olhar acariciante,

Os passos ansiosos de glória ou o farol de aviso;

Sobre os campos sucessivos, recifes de barreira

Erguem-se a um legado de horizonte:

Lembrar-te-ás de mim Tatania

Enquanto me agarro a estes marcos e cicatrizes

Que desaparecem da tua mente?

 

Aqui estamos ao morre do dia,

As colinas esperam

Os campos são um verde mar.

E mais perto a luz falha

Muda e se extingue e os nossos olhos

Agarram a linha de ramo

Silhueta de folha...

 

Quando Lázaro haz no seu túmulo longo e folhas mortas

Tremem na sua dança que esquece,

Lembrar-te.ás de mim Tatania?

Virei como um fantasma perturbar alegria?

Tatania, Tatania, de que te lembrarás tu?

Aqui, com os teus lábios nos meus,

Que dizes que sou eu?

 

 

Matthew Mead é um poeta inglês, natural de Buckingamshire. Este é um excerto da sua obra identities (identidades), lançada em 1967. Aparece traduzido para português pela Antologia de poesia britânica contemporânea (livros horizonte, 1982) e tem tradução de Manuel de Seabra. Na casa dos poetas procuraremos dar mais destaque no futuro à poesia de língua inglesa.

 

postado pelo Casa dos Poetas às 14:00
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